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A importância do cálculo de MTBF para gestão de equipes

A importância do cálculo de MTBF para gestão de equipes

O cálculo de MTBF é essencial na área de planejamento e controle de manutenção, pois trata-se de um indicador chave de performance.

É muito comum na gestão da manutenção, utilizar indicadores chave de performance para medir determinado fenômeno ou acontecimento relevante para análise do desempenho, inclusive de equipes externas.

O MTBF vai demonstrar o tempo médio entre quebras/falhas de um equipamento ou máquina, e a partir desse cálculo é possível chegar a um indicador de confiabilidade, como falaremos mais a frente.

Caso você nunca tenha ouvido falar do MTBF e deseja saber mais, esse artigo foi feito para você!

Para começar, vamos entender o que é, e qual a importância do cálculo de MTBF.  

Qual a importância do cálculo de MTBF?

MTBF significa Mean Time Between Failures, em inglês, traduzindo trata-se do período médio entre falhas.

Esse indicador aponta a média de falhas aleatórias de um equipamento ou máquina. Quanto maior o número de MTBF, melhor! Significa que a máquina está demorando para ter falhas e isso é muito bom!

Sendo assim, quanto menor a quantidade de falhas, menor será o custo para sua empresa.

Para ter uma gestão mais efetiva, não dá para pensar apenas em fazer manutenções emergenciais, do tipo “quando estragar, nós consertamos”.

Manutenções corretivas envolvem muitos custos, como: os operacionais (aluguel, taxa de depreciação), custos de manutenção (horas trabalhadas, custos das peças) e o pior deles, o lucro cessante, ou seja, o que a empresa deixou de ganhar por causa de uma manutenção corretiva.

O cálculo de MTBF auxilia a identificar com clareza, quais ações são mais adequadas para cada falha ou atividade e por isso, o cálculo de MTBF é tão importante para evitar os custos na gestão da manutenção e de equipes.

Além dos elevados custos, saber o MTBF também auxilia a bater metas!

Ao saber a frequência de falhas, é possível entender a confiabilidade das máquinas/equipamentos, e assim definir metas mais coerentes com a demanda de trabalho dos colaboradores.

Por exemplo: se é possível detectar que uma máquina possui maior número de falhas em determinado período do ano, significa que a demanda de manutenções preventivas precisa ser ajustada naquele período.

Determinar uma meta de horas de bom funcionamento também pode ser uma boa opção!

Assim, entendendo de onde as falhas partem, é possível desenvolver estratégias para eliminá-las.

Outro aspecto importante a ser lembrado do MTBF, é que o cálculo deve ser feito por equipamento ou máquina. Muitos gestores cometem o erro de fazer um MTBF geral, para todas as máquinas, e não é dessa maneira que o indicador funciona.

O ideal é fazer o cálculo mês a mês e depois fazer a somatória de todos os meses, porém, com um cálculo apenas por máquina/equipamento.

Mas, como calcular? Vamos aprender?

Como fazer o cáculo de MTBF?

Utilizado há mais de 60 anos para detectar a eficiência dos processos, o MTBF é um dos indicadores mais importantes no segmento de manutenção.

Se faz tão importante porque dá uma noção panorâmica da administração de manutenção, e consequentemente, de equipes.

O cálculo é feito com a seguinte fórmula:

mtbf

Assim, calcula-se o tempo no qual a máquina trabalhou em boas condições e divide pelo número de falhas ocorridas.

Por exemplo: Se uma máquina trabalhou 200 horas, depois 1500 horas e 300 horas com bom funcionamento, você deve somar essa quantidade de horas e depois dividir por 3, ou seja, o número de falhas ocorridas.

Seguindo esse exemplo, o MTBF teria o valor de:

200+1500+300= 2000 / 3 = 666,6

A probabilidade é que o equipamento possa apresentar falhas a cada 666,6 horas.

Algo muito importante para o uso correto do cálculo de MTBF, é a questão da frequência do cálculo. Como já foi mencionado, é preciso realizá-lo todos os meses para que a probabilidade de falhas esteja cada vez mais fiel a realidade.

A partir do cálculo de MTBR é possível calcular outros dois itens importantes da manutenção: a confiabilidade e a frequência de inspeção.

Calculando confiabilidade

A NBR 5462 é um norma criada em 1994 e trata dos principais conceitos em manutenção, entre eles algumas terminologias como a confiabilidade.

Confiabilidade, segundo a NBR 5462-1994 , significa “Probabilidade de um item poder desempenhar uma função requerida, sob dadas condições, durante um dado intervalo de tempo”.

Trata-se da capacidade de uma máquina ou equipamento manter o bom funcionamento, ou seja, o quanto pode-se confiar naquele equipamento.

Para calcular a confiabilidade, é preciso primeiro obter o número de MTBF e aplicar a seguinte fórmula:

confiabilidade

Perceba que ao falar em confiabilidade, precisamos relacioná-la a um período de tempo.

Por exemplo: Se formos falar da confiabilidade de uma máquina, o correto é afirmar que “tal máquina possui probabilidade de ter bom funcionamento de 95,4% nas próximas 1500 horas”.

A confiabilidade trata da probabilidade do equipamento funcionar com perfeição durante um intervalo de tempo.

Calculando a frequência de inspeção

Outro aspecto importante que pode ser calculado a partir do MTBF é a frequência de inspeção dos equipamentos, que pode ser definida em manutenção preventiva ou preditiva.

Esse cálculo se faz importante para que seja possível ajustar o seu planejamento de manutenção de acordo com a média do tempo de falhas.

Para calcular a frequência das inspeções, utilize a seguinte fórmula:

fi

Com esse cálculo é possível ter ideia que o equipamento deve ser inspecionado a cada 70% do tempo de MTBF que ele possui.

Por exemplo: Se o MTBF de um equipamento equivale a 666,6 como no exemplo anterior, aplicando a fórmula, o resultado seria o seguinte:

Fi = 0,7 x 666,6 = 466,62

Ou seja, a frequência de inspeção deve ser feita a cada 466,62 horas.

Sabendo a frequência de inspeção, você consegue enxergar com mais clareza a definição do cronograma do seu planejamento de manutenção. Falando nele, você pode ter mais informações sobre o PCM, lendo este artigo.

MTBF e seus benefícios

Fazer o cálculo de MTBF pode trazer muitos benefícios, não só para a gestão da manutenção, mas também para a gestão das equipes.

Pois, cálculos de indicadores permitem ter mais conhecimento sobre os processos da empresa, e assim ser mais assertivo nas tomadas de decisão e determinação de tarefas.

Equipes pequenas de manutenção sofrem ainda mais nesse quesito, pois os colaboradores dividem muitas atividades distintas. Por isso, para equipes menores, calcular os indicadores é ainda mais importante.

Mas é claro, possuir mais controle dos processos deixa qualquer equipe mais produtiva, independente do tamanho que elas possuam.

Outro aspecto importante é utilizar o número de MTBF juntamente com um checklist de manutenção para encontrar as causas das falhas.

Esse trabalho conjunto ajudará a notar um padrão de falhas e assim encontrar as melhores formas de otimização. É possível perceber se as falhas são causadas por um determinado conjunto de peças, por exemplo.

Por fim, outro benefício do cálculo de MTBF está na credibilidade da sua empresa.

Ao manter os cálculos, e assim definir a frequência de inspeções preditivas de forma mais assertiva, os seus equipamentos/máquinas com certeza terão uma menor quantidade de falhas.

Pois, quanto maior o número de MTBF obtido, maior é a qualidade da prestação de serviços e maior a confiança do consumidor.

Sendo assim, esse cálculo sinaliza um caminho para as equipes de manutenção, verificando a qualidade do trabalho e garantindo um feedback baseado em dados.

Como está a gestão da manutenção no seu negócio? Que tal começar a fazer o cálculo de MTBF?

Lorrayne é redatora da Auvo, responsável por criar conteúdos que ajudem os gestores a formar uma equipe externa de alta performance.

3 dicas para um checklist de manutenção preventiva eficiente

3 dicas para um checklist de manutenção preventiva eficiente

Um checklist de manutenção é uma ferramenta que auxilia na checagem de pontos primordiais da rotina de manutenção, que possam evitar danos futuros dos equipamentos e, consequentemente, prevenir gastos desnecessários.

Em outras palavras, se trata de uma lista de itens que devem ser checados, reparados e inspecionados nos equipamentos que forem visitados pelos colaboradores.

Existem vários tipos de manutenção (que você pode entender melhor lendo este artigo), porém, nesse texto vou dar dicas para um checklist de manutenção preventiva, especificamente.

Como torná-lo mais eficiente? É o que você aprenderá lendo esse artigo.

Quando dizem até a exaustão que é melhor prevenir, não é apenas um modo antigo de dizer.

Prevenir faz parte do planejamento de organizações responsáveis que desejam excelência e entregar sempre a melhor prestação de serviços do mercado.

Mas afinal, porque um checklist de manutenção preventiva é tão importante? Vamos esclarecer.

A importância de um checklist de manutenção preventiva

Já aconteceu do seu colaborador acabar de sair de uma visita, e pouco tempo depois, o cliente solicitar novamente algum reparo?

Isso pode acontecer por causa da falta de previsibilidade de danos dos equipamentos.

Um checklist de manutenção preventiva visa garantir a eficiência do trabalho, aumentar a vida útil dos equipamentos, e também, prever danos futuros.

Ao identificar um padrão de irregularidades, será possível fazer um planejamento preventivo, evitando as manutenções de urgência.

Percebe a importância de um checklist de manutenção preventiva? Ele vai muito além da manutenção propriamente dita, trata-se da imagem da sua empresa, da eficiência que ela transmite.

Afinal, não basta dizer que é muito eficiente na prestação de serviços, é preciso ser.

E como a sua organização pode fazer isso?

Listei algumas dicas que lhe ajudarão no processo de criação e execução do seu checklist de manutenção preventiva, para elevar os seus níveis de eficiência.

Dica 1 – Verifique com a produção

É muito comum, durante o planejamento de manutenção, analisar os dados do histórico das manutenções realizadas.

Isso auxilia a verificar as tendências que os defeitos seguem, como: em quanto tempo as ações repetem, se as intervenções surtiram efeito positivo, qual o intervalo entre as falhas, entre outros.

Com essas informações é possível entender os caminhos do tempo de vida útil do equipamento ou da máquina. É uma premissa utilizada para planejar o cronograma de manutenção que pode ser utilizada para melhorar o seu checklist.

Sendo assim, sugiro que faça reuniões com a equipe de produção.

Provavelmente, a equipe de produção ajudará a entender as dificuldades no uso do equipamento ou da máquina, e assim, indicar caminhos para otimizar o atendimento e os pontos que merecem atenção no seu checklist de manutenção preventiva.

Falando em produção, a interação entre os departamentos de manutenção e produção podem ser muito positivas para sua organização. Eles se completam nas funções que desempenham, e o resultado dessa integração com certeza é positivo.

Essa dica ajudará a esclarecer as etapas que precisam ser lembradas, mas além disso, é preciso pensar na manutenção preventiva de forma estratégica, como veremos no próximo tópico.

Dica 2 – Seja estratégico

A manutenção preventiva faz parte dos indicadores chave de performance, ou seja, são dados que indicam fenômenos relacionados à prestação de serviços.

E no caso da manutenção preventiva, trata-se de dados que indicam falhas ou quedas no desempenho baseado no intervalo de tempo, chamada de TBM (Time Base Maintenance).

Ao utilizar um checklist de manutenção preventiva, você estará empregando uma das estratégias mais utilizadas atualmente no segmento da manutenção.

Por isso, a estratégia é a seguinte: determinar os intervalos de tempo entre as visitas de forma assertiva.

Geralmente, ao definir um cronograma, muitos gestores colocam um intervalo de tempo menor do que deveriam e acabam trocando peças ou realizando outras atividades que naquele momento são desnecessárias.

Porém, definir esse intervalo de tempo é uma tarefa muito complexa, pois, cada equipamento/ máquina possui a sua própria particularidade e assim, intervalos diferentes.

Então, o que fazer?

Acredito que seja possível chegar a um intervalo de tempo aproximado do ideal, mas para isso, existem alguns pontos que devem ser considerados, como:

  • Documentar as observações feitas por seus colaboradores. Saber exatamente os problemas ou as necessidades de cada ativo, ajudará no processo de determinação do tempo.
  • Divida a máquina em grupos conjuntos que possuem comportamentos semelhantes. Isso facilitará a entender o comportamento de diferentes conjuntos que a formam.
  • Pense em pontos de manutenção para cada conjunto que você separou e anote para anexar ao seu checklist.

Percebe que não é algo para ser feito do dia para noite? Para determinar o tempo correto entre as manutenções preventivas é preciso observar e empregar diferentes decisões de acordo com o cumprimento do seu plano de manutenção.

Falando no plano, ele influencia (e muito!) em um checklist de manutenção eficiente.

Dica 3 – Revise do plano de manutenção

Não é possível separar o checklist de manutenção do planejamento de manutenção.

Um está ligado ao outro, pois se complementam, e atuação de um afeta o desempenho do outro!

Por isso, se você não está familiarizado com um plano de manutenção preventiva, dê um olhada nesse artigo.

O plano de manutenção precisa sempre ser revisado, por que  ele se torna a medida de excelência da sua gestão.

A cada manutenção preventiva que for feita, será possível detectar pontos do seu plano e checklist de manutenção que podem ser aperfeiçoados e assim realizar modificações no seu planejamento.

Como revisar o seu plano de manutenção?

Acredito que alguns pontos devem ser levados em consideração, como:

  • Considerar o histórico de manutenções preventivas, desde a última visita ou do último ano;
  • Analisar a produtividade dos colaboradores que seguiram o plano de manutenção vigente, e considerar se foi satisfatório ou se necessita de modificações;
  • Considerar as peças, o tempo e o custo gasto no plano atual;
  • Checar o estado das máquinas e equipamentos, e assim pensar no melhor intervalo de tempo para otimizar as preventivas

Esses são alguns dos pontos que podem ser revisados no seu plano de manutenção e também, no checklist de manutenção preventiva.

Tenha consciência que é um trabalho constante de atualização e mudanças para que seu checklist seja realmente eficiente.

Essas foram as dicas para ajudá-lo a ter mais eficiência no seu checklist de manutenção preventiva!

Perceba que algumas delas atuam de maneira indireta na capacidade de verificação do seu checklist, mas são muito importantes no processo!

Caso, você ainda não fez o seu primeiro checklist de manutenção preventiva, e não sabe nem por onde começar, aqui vai um dica extra:

Afinal, como fazer um checklist de manutenção preventiva?

Falamos sobre várias maneiras de tornar o checklist mais eficiente, mas como fazer um checklist?

Tenha em mente que, a grosso modo, um checklist de manutenção preventiva se trata de um formulário que seu colaborador preencherá para verificar o estado da máquina ou equipamento na manutenção.

Por isso, no primeiro checklist, você terá que imaginar o que pode ser verificado, e com o passar do tempo acrescentar o que sentir necessidade.

Aqui estão alguns exemplos que podem ser contemplados no seu checklist de manutenção preventiva:

Checklist preventivo para aquecimento, ventilação e ar condicionado

Verificação das conexões; limpeza periódica das aberturas e filtros de mudança; limpar gabinete da unidade interna; limpar mangueira de drenagem; verificar isolamento da tubulação entre as unidades; verificar travamento da tubulação; verificar suporte; verificar capacitores, entre outros.

Checklist preventivo para equipamentos industriais

No segmento industrial pode ser dividido em áreas: mecânica, lubrificação, elétrica e segurança.

Mecânica: verificar cabos, correias, peças soltas e mangueiras e fazer a troca se necessário;

Lubrificação: verificar se todos os equipamentos estão lubrificados como deveriam, como bicos, correntes, cames, recipientes, pistolas de graxa. Verificar também se mangueiras e tubos de lubrificação estão danificados.

Elétrica: realizar uma avaliação elétrica dos painéis, fontes e cabos de energia.

Segurança: certificar se todas normas de segurança do trabalho estão sendo cumpridas.

Checklist preventivo para edifícios comerciais e residências

Verificar os extintores de incêndio, inspeção das calhas, janelas, caixilhos, tapumes e coberturas; verificar tomadas, interruptores de luz, tetos, paredes e rodapés.

Espero que esses exemplos possam lhe ajudar a montar o seu próprio checklist de manutenção preventiva!

Você acrescentaria quais itens nessa listagem? Já fez um checklist de manutenção preventivo? Compartilhe conosco!

Lorrayne é redatora da Auvo, responsável por criar conteúdos que ajudem os gestores a formar uma equipe externa de alta performance.

Controle de serviços externos: 5 passos para otimização

Controle de serviços externos: 5 passos para otimização

Manter o controle de serviços externos é um enorme desafio para muitos gestores.

Darei um exemplo para que você entenda o quão desafiadora pode ser a função de um gestor de equipes externas:

Imagine que José é dono de uma empresa que presta serviços externos.

Após alguns anos de experiência em sua função, José percebe que as contas da empresa não batem.

Percebe que os números de visitas não condizem com a quilometragem informada pelos colaboradores.

Além disso, muitos clientes se manifestam insatisfeitos com os atrasos ou a demora no atendimento.

José se dá conta que é preciso ter mais controle.

Mas como controlar uma equipe tão numerosa e que não está no mesmo lugar a todo tempo? Entendemos que parece ser uma tarefa bem difícil.

Você se identifica com esse exemplo? Sabe como é difícil ter controle dos serviços externos?

Reuni 5 passos essenciais para ajudar empreendedores como José, que querem ter mais controle de serviços externos, porém, não sabem por onde começar.

E para gestores que desejam estar cientes do que acontece no seu negócio, e ao mesmo tempo, ficar longe do prejuízo.

É o que você procura?

Então, continue lendo esse artigo, e siga os seguintes passos para otimizar a sua gestão:

Passo 1 – Planejamento para controle de serviços externos

É muito importante fazer um bom planejamento para que os objetivos da empresa fiquem bem claros.

Para que exista um bom planejamento é preciso ter bastante autoconhecimento da empresa.

Você consegue saber mais sobre seu ambiente interno e externo, concorrência e fatores que possam interferir no seu negócio.

Tudo isso pode mostrar os caminhos de atendimento que a empresa deve seguir!

Além disso, um planejamento flexível permite modificações ao longo do caminho, evitando erros futuros e equilibrando as ações da empresa com seus objetivos.

Seja rigoroso com o planejamento da sua equipe! Brasileiros costumam deixar tudo para última hora, não é? Mas quando se trata de serviços externos, não dá pra improvisar!

Encontre um tempo na agenda para se planejar e planejar sua equipe!

Falando em tempo, é sobre ele o nosso segundo passo.

Passo 2 – Controle do tempo

Lembra do José? Um dos seus problemas eram os atrasos no atendimento da sua equipe, ou seja, ele e os seus colaboradores não estão tendo uma gestão do tempo eficiente.

E você, como gestor, é uma pessoa muito ocupada, não é? Não tem tempo para ter mais controle da sua equipe por causa da rotina muito atarefada.

A especialista em gestão do tempo Laura Vanderkam, disse em sua palestra no TED Talks, que temos cerca de 168 horas por semana, esse número é o resultado da quantidade de horas que temos por dia, multiplicado pela quantidade de dias.

Se você trabalha 40/50 horas por semana, logo, sobram muitas horas para as outras atividades, não é mesmo?

Entendo que no dia a dia essa simples conta parece não fazer sentido, por isso, a dica da Laura que repasso a você é: planeje sua semana.

Nada de cronometrar segundo por segundo do seu dia! O melhor caminho é planejar a semana e definir prioridades.

Quem não tem prioridades, desperdiça tempo.

Quando surge algum imprevisto em casa ou no trabalho, geralmente, o foco das pessoas está em resolver aquele problema. Por mais atarefado que você esteja, arranja um tempo para resolver aquela pendência.

Percebe que a culpa não é somente do tempo?

Por isso, planeje a semana. Defina as prioridades.

Se o trabalho estiver em grande volume, delegue tarefas! Se a tarefa pode ser feita por outra pessoa, por que não?

O controle do tempo, assim como o controle dos serviços externos da sua empresa dependem da sua dedicação!

Menos tempo no celular e de bobeira na internet podem te ajudar a ter mais foco!

Passo 3 – Hora de organizar!

O terceiro passo completa os dois primeiros. Organizar os processos é muito importante para otimizar o atendimento e assim cumprir os prazos.

Para isso, sugiro que você faça um cronograma de atividades para cada colaborador. Sim, será trabalhoso, mas vai valer a pena.

Seria interessante que esse cronograma fosse editável, para incluir ou retirar atividades quando necessário.

Por exemplo: se um colaborador terminou suas tarefas mais cedo por causa de alguma eventualidade, é possível redirecionar outra tarefa para cumprir sua jornada de trabalho, ou retirar alguma atividade, caso o colaborador precise faltar.

Existem muitos exemplos de cronogramas e templates prontos do próprio Pacote Office que podem ser muito úteis! Aproveite!

E como seria organizar os serviços externos através de metas?

Definir metas claras para equipe pode deixar o engajamento dos colaboradores cada vez alto, pois se motivados para cumpri-las, não será necessário uma fiscalização ferrenha do gestor.

Você pode definir, por exemplo, metas por tarefas. Quando uma certa quantidade de tarefas forem cumpridas por semana, mas sem perder a qualidade no atendimento, pode ser dada uma gratificação.

Ou, metas por tempo executado, ou seja, quanto tempo se gasta para a realização de determinada tarefa?

Essa meta seria interessante para ajudar a prever quanto tempo se gasta em cada tarefa para que assim seja calculado uma previsão de custos futuros, baseando-se no tempo gasto nas atividades anteriores.

Uma equipe organizada, e engajada com metas, otimiza os processos da sua empresa e se tornam imbatíveis no atendimento ao cliente.

Passo 4 – Diálogo com o cliente

De nada adianta se organizar e planejar, se a comunicação com o cliente é falha. Mantenha o diálogo!

O diálogo é a base de qualquer relacionamento, e com o cliente não seria diferente.

Quando se trata de serviços externos, principalmente se o atendimento for na casa do cliente, pode acontecer dele ter saído, ou outros tipos de imprevistos que impossibilitam o trabalho do seu colaborador.

Geralmente, esses problemas se dão por falta de diálogo.

Além disso, a falta de diálogo se reflete na imagem que o cliente tem da sua empresa!

Se na hora do atendimento, ele sempre for tratado com educação e na linguagem adequada, metade dos problemas e reclamações ficarão para trás!

É claro que sempre vai existir aquele cliente que gosta de reclamar, mas quando existe um diálogo próximo, até esses clientes poderão ser fidelizados.

Por isso, o diálogo com os clientes é primordial para otimizar o controle de serviços externos, pois, facilita os processos e deixa sua empresa cada vez mais produtiva.

Estamos quase lá! Vamos ao último passo:

Passo 5 – Automatize os processos

Desde a máquina a vapor até os aplicativos para smartphones, as inovações tecnológicas significam verdadeiras revoluções nas formas de gerir uma organização.

Com a possibilidade de informação em tempo real, as ferramentas de gestão empresarial estão cada vez mais capazes de automatizar os processos.

Tornando possível o controle da qualidade dos serviços, dos custos e também, facilitando o monitoramento.

Para empresas de serviços externos, existem plataformas feitas apenas para o segmento, com funcionalidades para controle, organização e gerenciamento de equipes externas.

Sabe aquele cronograma lá do passo 3? Ele poderia ser automatizado e modificado durante a jornada de trabalho do colaborador, sem a necessidade de voltar até a empresa! Muito mais praticidade e agilidade!

Mesmo que você, gestor, não tenha muita intimidade com as tecnologias, tente se adequar a automatização! Em breve será possível perceber os bons resultados!

Então, esses foram os 5 passos para otimizar o controle de serviços externos da sua empresa!

Que tal colocá-los em prática? Conta pra gente como está sendo a sua experiência.

Lorrayne é redatora da Auvo, responsável por criar conteúdos que ajudem os gestores a formar uma equipe externa de alta performance.

Manutenção preditiva, preventiva e corretiva: entenda a diferença entre elas!

Manutenção preditiva, preventiva e corretiva: entenda a diferença entre elas!

É muito importante saber a diferença da manutenção preditiva, preventiva e corretiva e, além disso, quando usar cada uma delas.

Uma empresa, quando trabalha com prestação de serviços, não pode deixar de dar atenção especial para as manutenções.

A ideia é economizar e reduzir custos, para que a sua empresa gaste apenas com bons investimentos e não em erros que podem ser previstos.

Acompanhar frequentemente o funcionamento de máquinas, equipamentos e peças é um método muito eficaz para prevenir possíveis interrupções nas linhas de produção.

Assim, é possível notar como a gestão da manutenção é importante. E para que ela aconteça de forma eficaz, é necessário entender a diferença entre manutenção preditiva, preventiva e corretiva.

Se você possui essa dúvida, basta continuar lendo esse artigo!

Tipos de manutenção

É muito importante entender como as manutenções se dividem, para que o gestor não erre e saiba qual é a melhor a ser aplicada, no momento e no equipamento correto.

Na figura abaixo, temos a seguinte estrutura:

Os tipos de manutenção podem se dividir em:

  • Manutenção Planejada, que se subdivide em preditiva, preventiva e corretiva;
  • Manutenção Não Planejada.

Para que não fiquem dúvidas, vou te explicar quais são os tipos de manutenção na prática e qual a diferença entre elas.

Manutenção Preditiva

A manutenção preditiva é o acompanhamento periódico de equipamentos ou máquinas, através de dados coletados por meio de inspeções.

As técnicas mais comuns utilizadas para manutenção preditiva podem ser: análise de vibração, ultrassom, inspeção visual e outras técnicas de análise não destrutivas.

Trata-se de um processo que diz o tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado.

Ela pode ser comparada a uma inspeção para acompanhar as condições dos equipamentos.

Os objetivos em fazer a manutenção preditiva, são:

  • Determinar, antecipadamente, a necessidade de manutenção de uma peça, ferramenta ou máquina;
  • Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção;
  • Aumentar o tempo de durabilidade dos equipamentos;
  • Reduzir o trabalho de emergência não planejado;
  • Impedir o aumento de danos.

Por meio desses objetivos, é possível concluir que a manutenção preditiva possui uma finalidade maior: reduzir custos de manutenção e aumentar a produtividade dos colaboradores.

Manutenção Preventiva

A manutenção preventiva tem como objetivo principal a prevenção de uma falha ou quebra no equipamento, além de diminuir a velocidade de desgaste das máquinas e aparelhos.

Logo, ela é uma intervenção prevista, preparada e programada antes do surgimento de uma falha.

Os serviços de manutenção preventiva devem ser planejados e programados, ou seja, todas as etapas do serviço a ser executado devem estar bem definidas.

Alguns exemplos de manutenção preventiva são:

  • lubrificações periódicas;
  • as revisões sistemáticas do equipamento;
  • os planos de calibração e de aferição de instrumentos;
  • os planos de inspeção de equipamentos;
  • os históricos ou recomendações do fabricante.

A manutenção preventiva também pode ser executada em função da condição do equipamento, como para reparar defeitos, reformas ou revisão geral.

Manutenção Corretiva

Como o próprio nome diz, ela serve para corrigir uma falha.

A manutenção corretiva acontece quando o equipamento já está com alguma peça irregular, apresentando mal funcionamento, e ela precisa ser substituída.

Essa manutenção pode ser necessária em duas situações: quando surge uma falha inesperada, ou então quando é detectada alguma falha que possa levar a algum problema maior futuramente.

Logo, podemos dividir a manutenção corretiva em dois sub-tipos: a corretiva planejada e a corretiva não planejada.

A manutenção corretiva planejada, nada mais é do que o acompanhamento de uma máquina, com finalidade de corrigir algum erro que virá a aparecer. Tudo aqui é planejado.

A manutenção corretiva não planejada, acontece após a identificação de algum erro ou problema. Esse tipo de manutenção implica em custos altos, em relação a manutenção corretiva planejada.

Porém, a manutenção corretiva pode ser usada também como uma forma eficiente de evitar o retrabalho, afinal, ela diminui o tempo de execução da tarefa e evita quebras de produção inesperadas.

Diferenças entre manutenção preditiva, preventiva e corretiva

Agora que você aprendeu quais são os tipos de manutenção e como aplicá-las da melhor maneira na sua empresa, vou te explicar a diferença entre cada uma delas.

E, assim, não haverá mais dúvidas. Vamos lá?

Manutenção Preventiva x Corretiva

Sabemos que a manutenção corretiva é realizada normalmente após a ocorrência de uma falha ou incapacidade produtiva de um equipamento ou instalação.

Uma porcentagem significativa desses danos pode ser evitado se o gestor de manutenção levar em consideração a manutenção preventiva desses equipamentos.

A manutenção corretiva possui maior impacto financeiro do que a manutenção preventiva.

Uma vez que pode implicar a suspensão prolongada da atividade das máquinas e equipamentos, podendo mesmo levar à indisponibilidade de uma linha de produção, ou outro serviço.

A principal vantagem de ter um plano de manutenção preventiva é poder prevenir todas essas situações, substituindo os componentes usados no prazo certo, preservando e restaurando todas as peças necessárias.

Para isso, o gestor deve organizar em uma planilha, ou em outra ferramenta, as principais métricas e informações que ele precisa acompanhar para realmente conseguir executar um ótimo planejamento:

  • Melhorar o estado técnico e operacional dos equipamentos;
  • Reduzir a degradação e os riscos de degradação dos equipamentos;
  • Programar os trabalhos de prevenção;
  • Realizar os reparos em condições favoráveis à operação;
  • Reduzir custos;
  • Prolongar a vida dos equipamentos.

Um plano de manutenção preventiva é ideal quando o gestor de manutenção consegue evitar qualquer defeito nos seus equipamentos, ou consegue prever e programar para que essa falha tenha o menor impacto possível no cliente.

Manutenção Preventiva x Preditiva

A manutenção preventiva, como já falamos, é programada e ocorre em um tempo pré-determinado, permite a identificação precoce de problemas, reduz as necessidades de despesas e permite um melhor planejamento dos orçamentos.

Na manutenção preditiva os programas são baseados no estado real do equipamento e na determinação de quando a manutenção deve ser realizada para minimizar os custos.

A diferença é que a preditiva faz uso de técnicas e equipamentos como ultra-som e câmeras termográficas, que fazem a manutenção preditiva ser uma alternativa viável em determinadas circunstâncias.

Manutenção preditiva x corretiva

O problema de contar apenas com a manutenção corretiva, é que, com o equipamento ou veículo estragado, a empresa deixará de ter lucros durante o tempo em que ele permanecer inativo para reparos.

Já a manutenção preditiva vem para prevenir isso, juntamente com a preventiva.

Ela vai mostrar ao técnico onde está a falha ou onde pode ocorrer especificamente, pois utiliza de técnicas, como ultrassons, análise de vibrações, entre outros, como citado anteriormente.

Quando se faz a gestão da manutenção, claramente, o trabalho será um pouco mais intenso para todos, mas os resultados com certeza serão potencializados.

No final de tudo, a manutenção preditiva, preventiva e corretiva são essenciais para a execução de um bom trabalho tanto da equipe quanto do gestor.

Isadora é redatora da Auvo, responsável por criar conteúdos ricos para ajudar gestores de todo o Brasil a aumentar a produtividade das suas equipes de campo.

A importância de um relatório fotográfico para manutenção

A importância de um relatório fotográfico para manutenção

O relatório fotográfico é uma potente ferramenta utilizada para acompanhar e documentar a prestação de serviços que foi feita.

Independente do tipo de serviço que a sua empresa faça prestação, você provavelmente já fez ou pediu que alguém fizesse um relatório de alguma atividade ou visita técnica.

Alguns setores entretanto, precisam de um acompanhamento mais rigoroso na conclusão das etapas das ordens de serviço.

O setor de manutenção é um deles.

E, como muitos ainda utilizam ordens de serviços manuais e ainda não automatizaram os seus processos, esse acompanhamento é ainda mais difícil de ser feito.

Se você é gestor de uma equipe de manutenção deve se perguntar qual a importância de um relatório fotográfico para a sua empresa de manutenção, não é mesmo?

Seguindo algumas regras e passos simples, você consegue ter um relatório fotográfico que atenda às necessidades dos seus clientes.

Qual a importância de um relatório fotográfico?

O relatório fotográfico trata-se de um documento que as empresas prestadoras de serviços utilizam para acompanhar a execução de um trabalho.

O documento é gerado a partir de fotos e anotações realizadas em vistorias ou no momento em que o serviços é realizado.

Se você trabalha, por exemplo, com manutenção de ar condicionado, uma foto do equipamento instalado ou depois do erro reparado, não pode faltar no relatório técnico.

Supondo que seja necessário registrar como estava o equipamento antes da manutenção, as fotos do relatório podem conter o antes e o depois.

Basta que uma descrição seja feita, indicando qual problema foi encontrado e o que foi feito para solucioná-lo.

Ao invés de fazer ligações e depender de outros processos demorados, o relatório facilita a comunicação entre gestores e equipes, com o objetivo de reportar o trabalho realizado para a plataforma.

Onde e para que pode ser utilizado

O relatório fotográfico pode ser aplicado em empresas de prestação de serviços de diversas áreas, não apenas para manutenção.

Ele pode ser utilizado para várias finalidades, como:

  • Acompanhamento da execução de serviços;
  • Acompanhamento do andamento das etapas de um serviço;
  • Comparação do equipamento antes e depois da manutenção;
  • Auditoria de serviços realizados por fornecedores terceirizados;
  • Histórico das manutenções realizadas em um equipamento.

Como fazer um relatório fotográfico?

Se a sua empresa trabalha com relatório fotográfico, qual é a forma com que isso acontece?

É necessário que o técnico, além das ferramentas necessárias, leve para o campo um formulário de anotações, um câmera fotográfica e um celular?

E após tirar as fotos, realizar as anotações e encaminhá-las para o responsável encarregado de repassar essas informações para um documento ou uma planilha?

Também é importante que o documento contenha a identificação do cliente, o objetivo do relatório e a data que foi realizado.

Se isso acontece, o seu colaborador está perdendo um tempo grandioso e a sua empresa também.

Afinal, esse trabalho feito manualmente e sem nenhuma automação faz com que o técnico dedique seu tempo em algo que se resolveria com um aplicativo de gestão.

Uma das maneiras mais atuais de gerar relatórios fotográficos é por meio de um programa que ofereça ordem de serviço digital, e com essa OS seja possível fazer um relatório fotográfico de maneira eficaz.

A transformação digital chegou nas empresas, o que permite que o técnico utilize um aplicativo em seu celular e atualize o status das atividades realizadas, com relatórios fotográficos e outros informações. Tudo em tempo real.

E, como isso tudo é feito em tempo real, o gestor consegue acompanhar a evolução das atividades e ter acesso a relatórios personalizados com o que deseja saber.

Quando se usa aplicativos para a ordem de serviço digital e relatórios, o tempo é otimizado e o gestor, ou o responsável, não fica com a exaustiva tarefa de passar todos os relatórios manualmente para um outro documento ou arquivá-lo.

Além do relatório fotográfico feito de forma automatizada, o aplicativo de gestão de equipes externas agrega informações sobre roteirização, localização, assinatura digital, entre outras formas de aumentar a produtividade da sua equipe.

Como no dia a dia da empresa, o gestor precisa lidar com vários tipos de relatórios e documentos, automatizar os processos é algo necessário para uma gestão mais eficiente!

Na sua empresa o relatório fotográfico ainda é feito da forma mais demorada e com mais tempo perdido? Se a resposta for “sim”, está na hora de automatizar a forma como os seus técnicos atendem o seu cliente.

Agora que você já sabe a importância do relatório fotográfico para a sua equipe, que tal deixar nos comentários as suas dúvidas e sugestões? Estamos aqui para te ouvir.

Isadora é redatora da Auvo, responsável por criar conteúdos ricos para ajudar gestores de todo o Brasil a aumentar a produtividade das suas equipes de campo.

Plano de manutenção preventiva: 6 passos para fazer o seu

Plano de manutenção preventiva: 6 passos para fazer o seu

Uma das maiores dúvidas de qualquer gestor técnico é como montar um plano de manutenção preventiva.

Se você quer reduzir os custos operacionais da sua empresa e lucrar ainda mais com a sua equipe de técnicos, veja como um plano de manutenção preventiva pode ajudar!

Indispensável em empresas que prestam serviços, um plano como esse necessita de ajustes e cuidados específicos constantementes, dessa maneira é necessário que seja bem elaborado.

Eventualmente, as máquinas e equipamentos sofrem degradação ao longo do tempo, mas com uma ação preventiva é possível manter os equipamentos funcionando por mais tempo.

Dessa maneira, separei 6 passos para você fazer o seu plano de manutenção preventiva de forma eficiente. Vamos lá?

1. Levantamento de informações

O primeiro passo é fazer um levantamento de todas as máquinas funcionando, histórico de troca de peças e a quantidade de atividades que já foram feitas.

Mensure quais são as ocorrências mais comuns encontradas nos equipamentos que apresentam defeitos em longo prazo.

Verifique quais são os aparelhos vitais e que não podem, de maneira alguma, ficarem parados por falta de manutenção ou poderão comprometer todo o ciclo produtivo e técnico da empresa.

Isso traz um parâmetro do estado de cada equipamento, além de ajudar a definir inicialmente as prioridades dos chamados técnicos e onde avaliar os possíveis problemas.

As informações dos últimos 12 meses são essenciais para definir quais máquinas receberão os primeiros atendimentos.

Dessa maneira, você poderá verificar as estatísticas e perceber padrões, como por exemplo, de quanto em quanto tempo é preciso repor uma peça ou fazer a lubrificação de uma determinada máquina

2. Criação do Checklist de Manutenção

O objetivo do checklist de manutenção é criar um procedimento de verificação do estado de cada equipamento após a intervenção, seja ela preventiva ou corretiva.

Isso mostra que todos os passos foram dados para que as informações fiquem armazenadas de maneira segura e que os procedimentos foram feitos para garantir a qualidade.

Os checklists de manutenção ajudarão na elaboração do seu plano de manutenção preventivo mais sólido, para que as máquinas mantenham o funcionamento com excelência e qualidade.

Os checklists mais comuns são os de: Mecânica, Lubrificação, Elétrica e Segurança.

Checklist Mecânico

Normalmente é feita uma avaliação minuciosa de cada item mecânico do equipamento, como a verificação de cabos, correias, mangueiras etc.

Checklist da Lubrificação

Em geral, é analisado se todos os itens foram devidamente lubrificados e os produtos armazenados nos recipientes corretos.

Checklist Elétrico

Acompanhamento de toda a parte elétrica do aparelho. São feitas vistorias dos painéis, fontes e cabos de energia para verificar se tudo está em ordem.

Checklist de Segurança

É observado se todas as normas de segurança foram devidamente cumpridas e se não ficou nenhum tipo de material que ofereça risco ao equipamento ou as pessoas.

Dessa maneira, se faz necessário que cada item do checklist de manutenção seja confirmado com fotos e legendas, para que não se confunda ou se perca quando o plano de manutenção preventiva for elaborado.

3. Verificação dos custos

Na terceira etapa é feito o orçamento do plano e custos. É preciso que ele contemple todos os gastos que serão necessários para a execução do projeto.

Aqui devem ser contabilizados os materiais e peças a serem utilizados, possíveis contratações de novos profissionais para execução e softwares de gestão.

Inicialmente, a estrutura de custos de uma equipe de manutenção preventiva é feita seguindo uma ordem:

  1. Equipe necessária para execução das intervenções
  2. Materiais necessários para reparo de eventuais máquinas
  3. Encargos trabalhistas
  4. Softwares usados no controle do projeto

É muito importante manter a rentabilidade do projeto para que o processo seja lucrativo e eficiente.

Ou seja, mesmo que o objetivo seja reduzir custos, optar por peças extremamente baratas, mas sem qualidade, pode causar problemas no futuro e é exatamente isso que você quer evitar com um plano de manutenção preventiva, não é?

Dessa maneira, um dos principais pontos de custo são os colaboradores, afinal, eles precisam de treinamento e comprometimento para que a operação seja feita da forma correta.

Verifique sempre a realidade financeira da sua empresa e crie o orçamento que leve em consideração os valores disponíveis para o seu setor.

4. Definição de um cronograma

Com a aprovação do planejamento e o orçamento proposto, está na hora de definir o cronograma.  

Defina a frequência com que cada revisão e manutenção deverá acontecer e divida isso pelo número de colaboradores que você vai alocar.

Dessa maneira, você consegue uma média de quantas vezes, durante um ano, por exemplo, você precisará fazer a revisão da máquina e quantos colaboradores serão necessários.

O motivo disso é que muitas empresas utilizam os mesmos técnicos para efetuar atendimentos corretivos e preventivos.

Mas com um prazo muito curto você tem pouco tempo para se planejar e evitar eventuais problemas, até mesmo com a rotatividade de colaboradores.

Lembre-se de aumentar a quantidade de visitas para os equipamentos com maior volume e tempo de uso.

Dessa maneira, o seu plano de manutenção preventiva fica muito mais eficiente e as manutenções e revisões previsíveis.

5. Acompanhamento de cada atividade

Controlar cada atividade no campo é fundamental para que a execução seja feita de forma correta.

Defina um padrão de relatório com cada checklist, fotos, horários de chegada e de saída do local e estabeleça um nível mínimo de qualidade.

Também é indispensável conversar com os colaboradores que operam esses aparelhos para saber mais sobre as necessidades de manutenção e perceber quais são os primeiros indícios de problemas e erros.

Por isso, ouví-los e acompanhar as suas atividades de manutenção são essenciais.

6. Estruture os KPI’s de produtividade

Indicadores chaves de performance são fundamentais na execução do plano de manutenção.

São esses dados que vão te mostrar se o projeto está no caminho certo ou se são necessários ajustes.

Por isso, separei os principais indicadores para a manutenção preventiva, são eles:

Tempo médio do atendimento

Sabendo o tempo médio de atendimento, você consegue estimar quantas pessoas são necessárias na equipe, qual o grau de precisão do técnico e consegue aumentar a qualidade do trabalho, a partir de treinamentos.

Intervalo entre reparos

Medindo a quantidade de reparos que são feitos em um determinado tempo na máquina, você consegue estimar a quantidade de peças e materiais que serão gastos nos próximos períodos.

Isso te ajuda a ter um orçamento mais conciso e real.

Rentabilidade por máquina

Se você possui contratos de manutenção e fornecimento de equipamento, esse KPI te ajuda a medir o faturamento por máquina, eliminando os custos de manutenção.

Fique sempre muito atento a isso!

Cumprimento do cronograma

Cumprir o cronograma é fundamental para que o processo seja feito com qualidade.

Verifique a quantidade de vezes que o cronograma foi alterado e a capacidade de acompanhamento dele.

Isso te ajuda a ter um plano de manutenção preventiva mais sólido!

Considerações Finais

O plano de manutenção preventiva é uma medida que, além de trazer mais segurança e qualidade para o trabalho dos seus técnicos, funciona como uma importante decisão estratégica para a redução de custos operacionais em uma empresa.

Aplicando esse planejamento, você determina os gastos com manutenção e programa seus custos com mais precisão e aceitabilidade.

E então, deu para entender a importância de um plano de manutenção preventiva e como aplicá-lo para obter alta performance em seus equipamentos?

Um plano de manutenção preventiva é fundamental. Por isso, esperamos ter ajudado você a ter um caminho para elaborar o seu! 🙂

Isadora é redatora da Auvo, responsável por criar conteúdos ricos para ajudar gestores de todo o Brasil a aumentar a produtividade das suas equipes de campo.